A Câmara Brasileira do Livro (CBL) recebe até o dia 10 de abril inscrições para um concurso de teses científicas. Os vencedores terão oportunidade de expor sua produção na terceira edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital, que será realizado em São Paulo nos dias 10 e 11 de maio.

Os trabalhos deverão abordar um dos seguintes temas: “Novos modelos de negócios relacionados aos livros digitais”; “Aspectos de usabilidade de leitores digitais (e-readers)”; “Bibliotecas Digitais”; “Aspectos educacionais dos livros digitais”; “Direitos autorais e Copyright”; “Marketing do livro digital”; “Redes sociais e livros digitais”; “O novo papel do editor”.

Os dois primeiros colocados receberão prêmio em dinheiro, terão os trabalhos publicados na Revista de Gestão da USP e espaço para apresentar suas teses para os congressistas.

Realizado pela CBL desde 2010, o evento tem como objetivo discutir tendências do mercado editorial de conteúdo digital. Nesta terceira edição, o tema central será “A nova cadeia produtiva de conteúdo – do autor ao leitor”.

Os modelos de negócios, os aspectos tecnológicos, os direitos autorais e o comportamento do leitor são algumas das questões que serão abordadas por palestrantes brasileiros e estrangeiros.

Nesse contexto, o concurso de teses científicas tem como objetivo estimular a contribuição da academia na definição dos rumos desse novo segmento do mercado editorial no Brasil.

O regulamento completo do concurso e as regras para a inscrição dos trabalhos estão disponíveis no endereço www.congressodolivrodigital.com.br/site/trabalhos-cientificos.

Fonte: FAPESP

A discussão sobre a sobrevivência do livro impresso está muito acesa. Em parte, é reflexo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde há uma oferta progressiva de e-books. Aqui entre nós, por enquanto, o crescimento é lento. Em todo o comércio eletrônico nacional, não há mais de 7 mil títulos disponíveis. Para se ter ideia da discrepância dos números, só a Amazon conta hoje com cerca de 950 mil títulos.

Há um pormenor que é próprio do mercado brasileiro: o Kindle começou com um gás assustador, mas não pegou por causa do preço, hoje em 800 reais. Pelo dobro, pode-se ter um equipamento muito mais completo, que serve para navegar na internet, tirar fotos, gravar vídeos etc. O custo benefício é muito mais atraente.

Estamos vivendo uma fase de incríveis conquistas tecnológicas, especialmente no campo das comunicações. O que não significa a morte das versões anteriores. Diziam que o rádio acabaria com os jornais; o cinema acabaria com o teatro; a televisão acabaria com o rádio, e a internet acabaria com todas as mídias citadas. Na realidade, nada disso aconteceu. Convive-se com todas essas manifestações, embora se saiba que a escala é outra: no facebook há 900 milhões de membros, e o twitter abriga 150 milhões de usuários (o youTube tem praticamente tudo).

Vivemos uma fase de absoluta perplexidade, mas um homem com a experiência do Boni, por exemplo, afirmou, em lançamento recente, que a TV aberta tem um longo futuro à sua frente, desde que se renove e passe a programar atrações ao vivo e promover transmissões diretas. Devemos estar atentos a essas peculiaridades, para que nada se perca dessas imensas conquistas.

Fonte: Jornal do Brasil online

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Rio – Um pouco mais de cultura na área na área de lazer das crianças. Essa foi a ideia da criadora da artesã, Luciana Xavier, moradora do condomínio Reserva Especial Mapendi, na Taquara, que lançou uma campanha para arrecadar livros e montar uma biblioteca no espaço de recreação infantil.

Todos os moradores podem doar títulos ligados à literatura infantil, clássicos da literatura mundial ou didáticos – desde que estejam em bom estado de conservação. Após a aplicação de um carimbo de identificação nos livros, eles podem ser retirados pelos responsáveis nas terças e sextas-feiras, das 9h às 10h e das 15h às 16h.

As crianças têm uma semana para ler os livros. Caso precisem de mais tempo, o prazo pode ser aumentado, desde que não haja ninguém na fila de espera.

“A minha intenção foi fazer com que utilizássemos melhor o nosso espaço de uma forma mais inteligente, ou seja, fazendo com que a leitura no condomínio ajudasse a educar crianças e adultos de uma forma prazerosa e educativa”, diz Luciana, que é artesã e mãe de Bernardo, de 3 anos, e Luiz Henrique, de 14. “A leitura estimula a imaginação, a compreender melhor o mundo, desenvolve a criatividade e adquire cultura”, destaca ela.

A iniciativa ainda está na fase inicial, mas já rendeu frutos: o condomínio arrecadou 30 livros em uma semana. E, segundo Luciana, a ideia é que o projeto gere outras atividades, como uma rodinha de contos, a ser realizada a qualquer momento, de acordo com a oportunidade e os pedidos dos pequenos.

Fonte: Jornal O Dia online
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Desafios como a criação do hábito da leitura entre crianças e adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado editorial levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu papel pedagógico.

Com formação em Biblioteconomia – área que combinou com seu interesse em Educação -, ele é docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis.

Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes tecnológicos, como o computador e a televisão.

Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros convivem com outras linguagens, como a do teatro. “Assim trabalha-se o contato com as informações e também o processamento delas”, diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.

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Fonte: Revista Nova Escola online

Cientistas da informação

Publicado: 21/11/2011 em Biblioteconomia

De origem grega, a raiz do nome biblioteconomia, “biblos”, significa livros. Pensar no profissional da área, o bibliotecário, normalmente vem à mente uma pessoa que, na biblioteca, é o responsável por organizar o acervo. Segundo a integrante do Conselho Federal de Biblioteconomia, Sandra Cabral, a origem da palavra pode restringir, para que não conhece, a atuação desses profissionais.

Os bibliotecários trabalham na seleção de conteúdo, vocabulário controlado e indexação de conteúdos, destaca. “É possível atuar em jornais, editoras, como arquitetos de informação na Internet, em hospitais, com a bibliotecoterapia, usando a leitura como tratamento”, diz.

Bibliotecária há 34 anos, Sandra afirma que, apesar de não serem profissionais valorizados no País, a atuação do bibliotecário é solicitada por empresas de variados setores, sendo uma atividade multidisciplinar. “Em todo o mundo, 20% das informações estão estruturadas, ou seja, arrumadas. Mas 80% não têm estruturas e estão dando sopa por aí”, afirma Sandra.

Com a Lei 12.244 de 2010, que obriga que as instituições públicas e privadas de ensino tenham bibliotecas e, pelo menos, um bibliotecário, em dez anos haverá uma necessidade de 178 mil profissionais, destaca Sandra. Daqui para lá, segundo ela, 30% dos profissionais de hoje devem estar aposentados.

A dica dela para quem está entrando no mercado é investir nos conhecimentos em informática, nas novas tecnologias e redes sociais. É preciso ter um bom conhecimento em inglês e procurar estar atualizado diariamente, com leitura de jornais e revistas.

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Fonte: Jornal O Povo online

Os ativistas de Nova York que organizam a série de protestos contra o mercado financeiro e a crise econômica nos Estados Unidos encontraram uma forma criativa de fazer circular os livros da “Biblioteca do Povo”: usar carrinhos de feira.

A “Peoples Library”, como é chamada pelos ativistas, é uma biblioteca improvisada no entorno do distrito financeiro, em Nova York, e dedicada a receber, doar ou emprestar livros sobre sociologia e economia com temática crítica ao livre mercado e ao poder das corporações.

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Fonte: Info Abril online

A função principal de qualquer biblioteca é ser fonte de conhecimento e de livros. Mas, em Taguatinga, cidade distante 25 quilômetros do centro da capital federal, uma biblioteca pública é exemplo de que esses espaços podem oferecer muito mais a seus usuários: sonhos, paz, mudança de vida.

A descrição pode parecer dramática à primeira vista, mas quem trabalha atendendo ao público variado que frequenta um espaço como esse durante 14 horas ininterruptas, seis dias na semana, há mais de 15 anos, como a equipe da Biblioteca Pública Machado de Assis, entende que não é exagerada.

Pelo balcão da biblioteca passam cerca de 400 usuários todos os dias. Cada um com histórias de vida e necessidades completamente diferentes. Além dos estudantes e concurseiros, que formam o maior público do local, há aposentados em busca de companhia, desempregados à procura de trabalho e palavras de conforto, e alguns outros querendo concretizar sonhos e mudanças.

Cheila de Souza Luiz, assistente da coordenação da biblioteca, coleciona inúmeros personagens marcantes em 16 anos de trabalho na Machado de Assis. Recorda com carinho de um pai e uma filha que passaram quatro anos frequentando a biblioteca todas as noites, enquanto esperavam a mãe terminar as aulas na faculdade. Moravam longe e não havia lugar mais seguro para aguardar o fim das aulas. A criança se tornou uma leitora assídua.

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Fonte: Último Segundo